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Prefeitura de São Luís e parceiros lançam 2ª edição do programa Canteiro Escola e selo “São Luís Patrimônio Mundial – 25 anos”

A Prefeitura de São Luís e parceiros lançaram a 2ª edição do programa Canteiro Escola que nesta nova edição irá restaurar as fachadas dos palácios Arquiepiscopal e do Comércio, ambos no Centro Histórico da capital. A solenidade, que contou com a presença do prefeito Eduardo Braide e de representantes de instituições e órgãos do Município, Estado e Governo Federal, ocorreu quarta-feira (3), no auditório da Associação Comercial do Maranhão (ACM), dentro da programação de 168 anos da entidade. Na ocasião, também foi lançado o selo e a campanha “São Luís Patrimônio Mundial – 25 anos”.

“A história da Associação Comercial se confunde com a história da cidade. Fico muito feliz em dizer que a Prefeitura trabalha junto com os empresários para tornar a cidade cada vez melhor. Temos atuado para a melhoria do nosso Centro Histórico e além do programa Canteiro Escola e do selo comemorativo dos 25 anos do título da Unesco, vamos entregar em breve obras importantes como o Centro Acessível e o prédio do antigo Banco do Estado, onde vai funcionar nossa Secretaria da Fazenda. Também vamos assinar Ordem de Serviço para reforma das praças da Faustina e Valdelino Cécio. Além disto, já entregamos casarões destinados à habitação popular, incentivando a moradia no Centro da nossa cidade”, enumerou o prefeito Eduardo Braide.

O programa Canteiro Escola é resultado da parceria entre a Prefeitura de São Luís, por meio da Fundação Municipal de Patrimônio Histórico (Fumph) e o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Maranhão (Sinduscon-MA), Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (Fiema), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Serviço Social da Indústria (Sesi), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Associação Comercial do Maranhão (ACM) e Arquidiocese de São Luís.

“A classe empresarial hoje tem abertura com a Prefeitura de São Luís. O selo de 25 anos representa parte da história da cidade e o programa Canteiro Escola vai renovar a fachada deste cartão-postal que é o Palácio do Comércio, o que nos enche de felicidade”, disse o presidente da ACM, Cristiano Barroso.

O programa Canteiro Escola, cuja primeira etapa ocorreu em 2021, tem como objetivo a formação da mão de obra para a construção civil com especialidade nas tecnologias construtivas de edificações históricas, primando pela conservação do patrimônio arquitetônico. As obras serão realizadas pelos alunos do programa sob orientação de docentes especializados e dos técnicos da Fundação Municipal de Patrimônio Histórico (Fumph) e ocorrerão em duas fases.

Serão restaurados, primeiramente, o Palácio Arquiepiscopal e a fachada do Palácio do Comércio voltada para a Avenida Dom Pedro II. Nesta etapa, são 30 vagas para pedreiro de alvenaria e 30 vagas para pintor de obras imobiliárias, com carga horária total de 640 horas. O início da primeira fase do programa está previsto para agosto de 2022 e conclusão em dezembro do mesmo ano.Na segunda fase estão inclusas as fachadas do Palácio do Comércio voltadas para a Praça Benedito Leite e Rua de Nazaré, onde serão ofertadas 15 vagas para pedreiro de alvenaria e 15 vagas para pintor de obras imobiliárias, com carga horária total de 400 horas. Esta etapa deverá ser realizada ano que vem. O edital para a seleção dos candidatos deve ser lançado semana que vem.

Palácios 

Localizado ao lado da Catedral de Nossa Senhora da Vitória, o Palácio Arquiepiscopal, ambos integram um conjunto arquitetônico de significativo valor histórico e artístico, construído no século XVII. Já o Palácio do Comércio é uma importante edificação da arquitetura “art déco”, inaugurado em 1943, para abrigar a sede da Associação Comercial e o Hotel Central, uma referência nos anos 1950.

“Essa arquitetura faz parte da história cultural de todo ludovicense e maranhense, então é necessário fazermos a reforma para conservarmos a história. Ficamos muito felizes de podermos fazer esta parceira com a Prefeitura”, destacou o arcebispo de São Luís, Dom Gilberto Pastrana.

A primeira edição do programa, em 2021, reuniu 13 empresas e formou 27 profissionais com carga horária de 400 horas, nos ofícios de pedreiro de alvenaria e pintor de obras imobiliárias, com certificado concedido pelo Senai, tendo como primeiro bem arquitetônico recuperado as fachadas do Mercado das Tulhas, também conhecido como Feira da Praia Grande ou Casa das Tulhas, construção do início do século XIX.

A edificação integra o conjunto tombado na esfera federal e fica na área declarada Patrimônio Mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) desde 1997.

“A Prefeitura tem sido parceira da Unesco na construção de caminhos que buscam proteção e salvaguarda do patrimônio material e imaterial não só maranhense, como brasileiro. A inclusão do Centro Histórico de São Luís na lista da Unesco constitui importante reconhecimento do caráter excepcional e do valor universal do patrimônio dessa cidade pela comunidade internacional. O lançamento deste selo nos lembra que há muito a ser celebrado e que os desafios da preservação são permanentes e evolvem não só governo, mas a sociedade em seus diferentes níveis”, destacou a representante da Unesco  Isabel de Paula.

Patrimônio Mundial

Além do lançamento da 2ª etapa do programa Canteiro Escola, a Prefeitura de São Luís, por meio da Fumph, Agência Municipal de Desenvolvimento Social (Amdes) e Secretaria Municipal de Turismo (Setur), em parceria com a ACM, apresentou, no evento, a campanha e o selo “São Luís Patrimônio Mundial – 25 anos”.

Declarado Patrimônio Mundial pela Organização das Nações Unidas para a Ciência, a Educação e a Cultura (Unesco) em 6 de dezembro de 1997, o Centro Histórico de São Luís tem características únicas, se destacando no grupo de sítios reconhecidos em todo o mundo, de acordo com a Convenção do Patrimônio Mundial.O selo, que faz referência aos azulejos que compõem diversas fachadas de construções coloniais do Centro Histórico, será oferecido às empresas que queiram estampá-la em seus produtos e peças promocionais.

“O nosso desafio foi engajar a sociedade com o sentimento de pertencimento e de preservação para que a gente possa chamar esse selo e o Centro Histórico de nosso. Então, por meio do contato com a Associação Comercial, algumas empresas já aderiram à campanha”, disse o presidente da Amdes, Felipe Mussalém.

Empresas como Fribal, Refrigerantes Psiu, Santé, Sabor da Ilha, Terra Zoo, Centro Elétrico, Potiguar Home Center, Blue Tree Hotel, Babaçu Turismo, Boulevard Turismo, Taguatur Turismo, Via Mundo Turismo, Hotel Luzeiros, Rio Poty Hotel, Gisela Diniz Cerimonial, Pousada Maramazon, Só Tortas já aderiram à campanha.

Estiveram presentes, também, ao evento, a vice-prefeita Esmênia Miranda; os secretários municipais de Comunicação, Igor Almeida; de Cultura, Marco Duailibe; de Agricultura, Pesca e Abastecimento, Liviomar Macatrão, de Segurança Alimentar, Nirvana Anchieta e a presidente do Instituto da Cidade, Érica Garreto.

Palacete histórico no centro de São Luís será restaurado

Um palacete, localizado na região central de São Luís, será transformado em polo cultural e turístico da capital do do Maranhão, promovendo a geração de empregos e fortalecendo a cadeia produtiva da economia local. A restauração do prédio terá apoio financeiro não reembolsável do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no valor de R$ 9,5 milhões, com recursos da Lei de Incentivo à Cultura, correspondente a 64,7% do investimento total.

A iniciativa faz parte do Programa Resgatando a História. O parceiro para a execução do projeto será o Instituto Pedra. Segundo informou o BNDES, por meio de sua assessoria de imprensa, o restante dos recursos virá do município, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e de empresas parceiras do programa.

Além das obras de recuperação estrutural, estão previstas ações de educação patrimonial e de integração das comunidades do entorno, visando contribuir para o aumento do potencial de geração de renda e de identidade cultural. Após a conclusão da intervenção, o imóvel também sediará a Secretaria Municipal de Turismo. No local, funcionou a sede do jornal O Imparcial, que começou a circular em 1926.

A restauração permitirá que o palacete, localizado na Rua Afonso Pena, antiga Rua Formosa, seja transformado em um polo para a população e turistas, atendendo mais de 8,4 mil visitantes anualmente. No local, serão disponibilizadas informações e organizadas visitas guiadas, exposição permanente sobre a edificação e sua história, bem como sobre pontos turísticos da Ilha de São Luís, com auditório, mirante e espaço performático.

Destaques

O processo de restauração destacará as características históricas, culturais e arquitetônicas utilizadas na reconstrução de Lisboa, após o terremoto de 1755, na região que hoje é chamada de Baixa Pombalina. O imóvel é um dos poucos exemplares de arquitetura tradicional portuguesa em São Luís que ainda preserva quase, na sua totalidade, esse sistema construtivo, com gaiolas de madeira preenchidas com pedra/argamassa de barro.

A edificação integra o conjunto arquitetônico, urbanístico e paisagístico da cidade de São Luís, no perímetro protegido pelas leis de proteção ao patrimônio cultural nos níveis estadual (Departamento de Patrimônio Histórico Artístico e Paisagístico da Superintendência de Patrimônio Cultural – DPHAP/SPC), federal (Iphan) e mundial (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura – Unesco).

Durante a implementação do projeto, 73 novos empregos serão criados e, após sua conclusão, devem ser geradas 62 vagas diretas e indiretas ligadas à manutenção e ao funcionamento do palacete.

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